Compulsão por compras

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comprador compulsivo

Compras. O que era para ser uma atividade agradável e esporádica acaba se tornando mais freqüente que o normal e se transformando em uma compulsão. Esse é o mal de quem sofre de oneomania (também leia-se oniomania), ou seja, obsessão por comprar.

Segundo a psicóloga Deise Lazari, a pessoa começa a comprar por prazer, como qualquer outra, porém o ato vai se tornando cada vez mais freqüente até chegar a um ponto em que a pessoa sente um vazio existencial. Seja um momento depressivo, de solidão ou dificuldades familiares.

A partir daí é preciso prestar atenção. Segundo Deise, a pessoa percebe que está "doente" quando se afunda em dívidas ou algum familiar a confronta. "Normalmente quando ela sabe que será confrontada, compra escondido", explica a psicóloga. "Os demais prejuízos são as dívidas que a pessoa acaba contraindo. Isso desestabiliza a situação financeira familiar. Existem casos em que a familia tem até que dispor de bens, como carro, por exemplo, para pagar as contas do dependente".

A pessoa que gasta obsessivamente não é feliz. Muito pelo contrário, ela tem uma necessidade constante e precisa de ajuda. O pior de tudo é que, quando chega em casa com um monte de sacolas, ela tem a percepção de que aquilo foi vão. Ela continua frustrada, pois como o vazio é existencial, não será preenchido nunca. E a pessoa sai comprando no dia seguinte.

Mas existem meios de solucionar o problema. Grupos de ajuda do tipo "compradores compulsivos" costumam ajudar bastante e são gratuitos. Ajudam porque, ainda segundo a psicóloga, a pessoa encontra outras como ela que também são compulsivas e assim consegue ouvir histórias semelhantes à sua relatadas por outras pessoas, descobrindo que é necessária a tomada de consciência da dependência e a busca de ajuda.

A psicoterapia também é um auxílio importante para que o indivíduo encontre dentro dele mesmo o "vazio" que o faz comprar para preencher a si próprio.

"A abordagem psicoterapêutica é focada nessa busca. O que é que falta na sua vida e que você precisa buscar em comprar? Essa seria a pergunta norteadora. A pessoa vai identificando os seus ‘vazios existenciais’, entendendo que eles não podem ser preenchidos com ‘coisas’, mas devem ser trabalhados com enfrentamento da realidade vivida", finaliza.


Por Jessica Moraes

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