Por que a leitura é tão importante?

Por que a leitura é tão importante

Foto: Denisa Haldova/Moodboard/Corbis

Você já leu para o seu filho essa semana? Essa é uma atividade muito benéfica para o desenvolvimento das crianças, porém, poucos pais estimulam a paixão dos pequenos pela literatura.

Segundo a pesquisa da Fundação Itaú Social São Paulo cerca de 96% dos brasileiros que tiveram pouco contato com livros durante a infância consideram importante ou muito importante o incentivo à leitura para crianças pequenas, de até cinco anos. No entanto, apenas 37% costumam ler livros ou histórias para elas. Se você se enquadra nos 63% que não compartilham a leitura, está na hora de mudar!

A socióloga e gerente de projetos do Instituto Pró-Livro, Zoara Failla, afirma que a leitura para o filho é uma forma de troca de afeto. Assim, à medida que você desenvolve qualquer ação voltada para ele com ideias e histórias estará desenvolvendo um ato de amor. "Por meio da leitura, você desperta a imaginação e o conhecimento de outros lugares, sejam eles no mundo da fantasia ou reais", garante.

Ela explica que a faixa etária entre zero e cinco anos corresponde ao período em que as crianças assimilam os valores dos pais. Sendo assim, além de ler para seus filhos, leia na frente deles e compre livros para presenteá-los. "Se dentro do ambiente familiar os pais valorizam a leitura, a criança começa a ver aquele objeto de uma forma especial e constrói uma familiaridade com ele", exemplifica.

Enquanto o pequeno não é alfabetizado é fundamental que alguém leia para ele, pode ser o pai, a mãe ou outro adulto. Mas, se a criança já é alfabetizada, ela mesma deve ler e escolher livros que tenha interesse, desde que sejam adequados para sua idade. "Quando seu filho terminar de se aventurar em uma história, peça para que ele conte para você. É uma maneira de valorizar o que o pequeno fez, além de ser uma maneira de troca de afeto", sugere ela.

Além disso, conforme a criança for relatando aquela historinha, pergunte o que ela achou, elogie afirmando que está lendo bem e demonstre interesse no que é relatado. A socióloga afirma que é importante que os filhos sejam protagonistas da história. "Dessa forma, primeiro entenda que tipo de histórias ela gosta, porque a partir do momento em que ela encontrar uma que tenha interesse, com certeza vai querer mais."

A leitura com frequência propiciará diversas habilidades nos pequenos, como o desenvolvimento da imaginação e da criatividade, aquisição de uma leitura melhor e, consequentemente, uma escrita com riqueza de palavras e ainda um bom desempenho na escola. "Aprender a desenvolver a competência leitora é uma ferramenta fundamental para estudar. Apresentando livros interessantes, estará possibilitando o conhecimento e o interesse pelos estudos", avalia.

Mas não pense que a leitura precisa ter regras para começar e terminar. Zoara afirma que essa atividade deve ser prazerosa para ambos os lados, ou seja, não é necessário estimular uma quantidade de livros mensais que as crianças devem ler e muito menos os horários que devem ser desenvolvida a prática. "Se a faixa etária é entre zero e cinco anos, precisa ler livros mais rápidos para que elas compreendam as histórias", indica.

Aliás, nessa faixa etária é importante que os pais deixem os filhos com vontade de saber a continuação dos ‘próximos capítulos’. Para isso, leia apenas algumas páginas para deixá-la curiosa sobre o que vai acontecer no dia seguinte. "Esse momento deve ser dosado com amor e precisa ser gostoso. Na escola elas aprendem com outro ritmo pelo fato de ter muitas crianças, então esse lado lúdico e prazeroso tem que ser reservado para a família", assegura.

A leitura durante a infância trará muitos benefícios na vida adulta , entre eles a compreensão de uma forma mais crítica de determinados assuntos e situações e a possibilidade de saber argumentar. "No ambiente profissional, por exemplo, ela terá competências que possibilitarão facilidades para se colocar, dizer o que pensa, para avaliar e se destacar, pois ele tem embasamento cultural", alega Zoara Failla. "Aquele que desenvolveu essas capacidades enquanto criança, na fase adulta terá vantagens em relação aos demais", finaliza.

Por Stefane Braga (MBPress)

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