Entenda porque Eugênio é o grande vilão de A Força do Querer

Eugênio não é criança. Devemos culpar somente Irene pelo fim do casamento?
eugênio joyce traição a força do querer

Foto: Reprodução/TVGlobo

OPINIÃO:

Quem é noveleiro com certeza não perdeu a cena esperada desta segunda-feira (24) na novela A Força do Querer. A esposa traída, Joyce (Maria Fernanda Cândido) e sua nora Ritinha (Isis Valverde) fizeram a amante, Irene (Débora Falabella), levar farelo na trama. A vilã, que usou de todos os artifícios para conquistar Eugênio (Dan Stulbach), apanhou de salto na cara, levou socos, tapas e pontapés! Há quem diga que Joyce foi foi devidamente vingada, já outros esperam um final trágico para Irene. Não é como negar que a personagem de Débora Falabella é de fato, uma dissimulada de mão cheia. Além de ter matado seu último marido e trocado de identidade, Irene é falsa, mentirosa e muito, mas muito cara de pau.


Esse tipo de personagem é o que leva o público a amar a novela e jogar a audiência lá em cima. A novela A Força do Querer, como já dissemos em outra reportagem do site, está acertando em vários âmbitos. Há travestis e transexuais representados na trama, além das mulheres em geral terem uma força extraordinária e roubarem a cena. Mas como é difícil uma obra ser perfeita, alguns pontos ficaram sem nó, como por exemplo, o fato de Eugênio, o "marido perfeito" estar sendo retratado como um pobre desorientado.

eugênio joyce traição a força do querer

Foto: Reprodução/TVGlobo

É a velha história do casamento que acaba por conta da "vagabunda" da amante. Nesta linha de pensamento, o marido não tem culpa, não! Ele era ótimo até não receber a devida atenção da esposa, não foi valorizado e não teve suas ideias compradas. Ele, coitado, foi pressionado para crescer profissionalmente quando queria largar a profissão para pescar por hobbie! Será que Joyce foi realmente a culpada pelo que aconteceu? Ou até mesmo Irene? A culpa do casamento acabar é de quem traiu ou de quem foi traído? Parece óbvio, não é mesmo?

Eugênio sim, é o grande vilão do seu próprio destino. Ele aceitou se envolver com a amiga de sua mulher, que, por mais que tivesse "armado para cima" dele, nunca o obrigou a nada. Ela tramou situações para que os dois se envolvessem, mas a escolha final estava sempre nas mãos dele. "Vou ou não vou na casa dela? Beijo ou não beijo? Minto ou falo a verdade?". Eugênio tinha o controle remoto da sua vida mas resolveu apertar todos os botões. Agora, duas mulheres se digladiam para conquistar o coração do homem, que não toma atitudes por si só. Ele foi punido por Joyce, colocado para fora de casa e hostilizado pela mulher. Mas a culpa, a verdadeira culpa ficou só para Irene. Falando sobre isso, a página do Facebook Feminismo Sem Demagogia publicou um texto inspirador. Vale a pena dar uma olhada:

"Sabe quem sai agora como vítima da situação, como que não consegue segurar seus instintos mas continua amando sua esposa? O cara, machista, traidor! Nós, mulheres, somos ensinadas a odiar a outra e perdoar um cara que sempre vai faltar com respeito dentro de uma relação seja ela fechada ou aberta. Porque uma vez quebrado o acordo entre o casal, raramente o cara volta a cumprir esse acordo de companheirismo e lealdade. Essa de que o cara tava frágil, cansado e que a carne é fraca, na boa, não é motivo não!".

Por fim, deixamos a mensagem: mulher não é amante sozinha. Ao lado dela, há uma das partes que tem a verdadeira responsabilidade sobre o casamento!

Por Thamirys Teixeira

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